sábado, 18 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O arapuca que desbundou no vivace
No final de 1965, surge o bar Arapuca, que se constitui um marco na história da capital potyguar. No recinto do arapuca reuniam-se gente dos diversos segmentos da sociedade para se encontrar e conversar. Embora a predominancia fosse de intelectuais e artistas.
O Arapuca funcionava no bairro do Alecrim. Havia dois outros bares digamos "underground": Pé de Mocó e Brizza Del Maré. Eram Bares populares palafitas no Potengi, na rua Ocidental de Baixo, perto do Paço da Pátria. O Brizza Del Maré tinha uma clientela mais selecionada, aberto para homens e mulheres, sendo o Pé de Mocó uma bar de freqüência por populares, embora essa separação não fosse tão rígida.
De fato podemos observar que os ambientes para a vivência e expressão dos incomformnismo social em Natal perpassam outros aspectos além da cena noturna. Como uma cidade de belas praias e com uma rede de serviços urbanos atuais, a mesma contém uma organização de sindicatos e grupos politizados.
Enquanto isso no âmbito internacional os anos sessenta será um marco referencial para unir os agrupamentos de mulheres, estudantes, homossexuais, negros e outros grupos que se considerassem minoritaios.
A década de sessenta registra grandes mudanças políticas e culturais na sociedade Ocidental. Acontecimentos como a rebelião do Bar Stonewall, em New York, a primavera de Praga e, em Paris, as manifestações estudantis são fatos históricos e políticos até hoje lembrados. O movimento Hippie e seu ideário político da paz e do “amor livre” espalham-se pelo mundo. Vamos perceber nesse movimento a buscada utopia da emancipação dos paradigmas moralistas. O cenário mundial se preparava para o surgimento do movimento político dos direitos politicos das minorias.
Na década de setenta surgem às discotecas. Elas tornaram-se espaço para a sociabilidade noturna e também para a contestação da ditadura militar instalada no Brasil como também a vivência da contracultura da época. De certa forma, a discoteca simbolizou um efeito de moda na época e que o ambiente agregou sa interação entre alienados e os politizados da época. Toda discoteca dos anos 70 que se preza tenta atrair também uma cliente ampla e clima ambíguo, no qual todos os gostos se misturam.
Já em Natal, os ambientes com a freqüência dos que constestam os valores genericos tornaram-se visíveis e tolerados pelos chefes das instituições morais, cada vez mais próximos do centro da cidade e sendo um espaço de atitude de contracultura da sociedade acerca do mesmo. Começam a ser exercida uma tolerância maior para a expressão do desejo do incomformismo social e provincianismo. O top top, situado na av. Rio Branco, próximo ao grande ponto; O saci, nas proximidades da igreja do Rosário; e o Bar do Neto, na Alexandrino de Alencar, no Alecrim.
Nesse período o termo “desbunde” torna-se uma expressão comum a todos. Seria uma espécie de liberação não vinculada com a esquerda e neem com a direita. Para isso, a liberação individual seria muito mais além do que um compromisso político. È possível detectar esse fenômeno nas áreas da música e do teatro no Brasil. No plano musical temos as expressões e atitudes assumidas em palco por Caetano Veloso e Ney Matogrosso e o grupo secos e molhados. Esse último aparece vestido com roupas andróginas, todo pintado e cheio de requebros, chegando a tornar-se um fenômeno midiático pelas letras de suas músicas e atitudes. No palco brasileiro, surge o grupo Dzi Croquete que procurou pelas suas performances questionar também como os cantores os padrões de gênero masculino e feminino. Homens faziam apresentações debochadas e ambíguas, vestidos com roupas de mulheres e cílios postiços, com meias de futebol e sapatos de salto alto. A atuação do grupo provocou o debate sobre a moral sexual entre as pessoas.
Outra experiência próxima a Natal vai surgir em Recife. Entre 1978 e 1981, a capital pernambucana tem em uma área de mangue a formação do Vivencial Diversones. Trata-se de um grupo formado por favelados, travestis e pobres que procuravam unir a marginalidade, os paradoxos de generos e a experiência de pobreza no palco. Vivencial Divesones tornou-se um sucesso de público por ridiculariza os elementos citados com seus atores e atrizes.
Em Natal ocorre a instalação de um grupo performático o vivace. O espaço foi inaugurado em março de 1981 e situava-se na rua Joaquim Lourival. Era uma casa de show e bar. Seus espetáculos baseavam-se em dublagem de transformistas, pequenos esquetes, que ora ridicularizavam os estereótipos sociais, ora faziam apologia ao relacionamento aberto, poesias porcesso, pequenos textos que ressaltavam os problemas vivenciados pelos cidadão comum: a solidão, as dificuldades financeiras, os laços afetivos com pessoas de segmentos diferentes da sociedade, a repressão moral e politica.
A pequena trajetória apresentada quer ser um retrato da história local acerca do assunto.Quem diria que há um fio condutor do arapuca ao vivace e que hoje está presente em ambientes alternativos ao da rota do turismo. Acreditamos que as pessoas da cidade são mais interessantes do que os cenários. Já quizeram transformar Natal numa Miami, depois em Disneylandia e agora em Las vegas tropical...
O Arapuca funcionava no bairro do Alecrim. Havia dois outros bares digamos "underground": Pé de Mocó e Brizza Del Maré. Eram Bares populares palafitas no Potengi, na rua Ocidental de Baixo, perto do Paço da Pátria. O Brizza Del Maré tinha uma clientela mais selecionada, aberto para homens e mulheres, sendo o Pé de Mocó uma bar de freqüência por populares, embora essa separação não fosse tão rígida.
De fato podemos observar que os ambientes para a vivência e expressão dos incomformnismo social em Natal perpassam outros aspectos além da cena noturna. Como uma cidade de belas praias e com uma rede de serviços urbanos atuais, a mesma contém uma organização de sindicatos e grupos politizados.
Enquanto isso no âmbito internacional os anos sessenta será um marco referencial para unir os agrupamentos de mulheres, estudantes, homossexuais, negros e outros grupos que se considerassem minoritaios.
A década de sessenta registra grandes mudanças políticas e culturais na sociedade Ocidental. Acontecimentos como a rebelião do Bar Stonewall, em New York, a primavera de Praga e, em Paris, as manifestações estudantis são fatos históricos e políticos até hoje lembrados. O movimento Hippie e seu ideário político da paz e do “amor livre” espalham-se pelo mundo. Vamos perceber nesse movimento a buscada utopia da emancipação dos paradigmas moralistas. O cenário mundial se preparava para o surgimento do movimento político dos direitos politicos das minorias.
Na década de setenta surgem às discotecas. Elas tornaram-se espaço para a sociabilidade noturna e também para a contestação da ditadura militar instalada no Brasil como também a vivência da contracultura da época. De certa forma, a discoteca simbolizou um efeito de moda na época e que o ambiente agregou sa interação entre alienados e os politizados da época. Toda discoteca dos anos 70 que se preza tenta atrair também uma cliente ampla e clima ambíguo, no qual todos os gostos se misturam.
Já em Natal, os ambientes com a freqüência dos que constestam os valores genericos tornaram-se visíveis e tolerados pelos chefes das instituições morais, cada vez mais próximos do centro da cidade e sendo um espaço de atitude de contracultura da sociedade acerca do mesmo. Começam a ser exercida uma tolerância maior para a expressão do desejo do incomformismo social e provincianismo. O top top, situado na av. Rio Branco, próximo ao grande ponto; O saci, nas proximidades da igreja do Rosário; e o Bar do Neto, na Alexandrino de Alencar, no Alecrim.
Nesse período o termo “desbunde” torna-se uma expressão comum a todos. Seria uma espécie de liberação não vinculada com a esquerda e neem com a direita. Para isso, a liberação individual seria muito mais além do que um compromisso político. È possível detectar esse fenômeno nas áreas da música e do teatro no Brasil. No plano musical temos as expressões e atitudes assumidas em palco por Caetano Veloso e Ney Matogrosso e o grupo secos e molhados. Esse último aparece vestido com roupas andróginas, todo pintado e cheio de requebros, chegando a tornar-se um fenômeno midiático pelas letras de suas músicas e atitudes. No palco brasileiro, surge o grupo Dzi Croquete que procurou pelas suas performances questionar também como os cantores os padrões de gênero masculino e feminino. Homens faziam apresentações debochadas e ambíguas, vestidos com roupas de mulheres e cílios postiços, com meias de futebol e sapatos de salto alto. A atuação do grupo provocou o debate sobre a moral sexual entre as pessoas.
Outra experiência próxima a Natal vai surgir em Recife. Entre 1978 e 1981, a capital pernambucana tem em uma área de mangue a formação do Vivencial Diversones. Trata-se de um grupo formado por favelados, travestis e pobres que procuravam unir a marginalidade, os paradoxos de generos e a experiência de pobreza no palco. Vivencial Divesones tornou-se um sucesso de público por ridiculariza os elementos citados com seus atores e atrizes.
Em Natal ocorre a instalação de um grupo performático o vivace. O espaço foi inaugurado em março de 1981 e situava-se na rua Joaquim Lourival. Era uma casa de show e bar. Seus espetáculos baseavam-se em dublagem de transformistas, pequenos esquetes, que ora ridicularizavam os estereótipos sociais, ora faziam apologia ao relacionamento aberto, poesias porcesso, pequenos textos que ressaltavam os problemas vivenciados pelos cidadão comum: a solidão, as dificuldades financeiras, os laços afetivos com pessoas de segmentos diferentes da sociedade, a repressão moral e politica.
A pequena trajetória apresentada quer ser um retrato da história local acerca do assunto.Quem diria que há um fio condutor do arapuca ao vivace e que hoje está presente em ambientes alternativos ao da rota do turismo. Acreditamos que as pessoas da cidade são mais interessantes do que os cenários. Já quizeram transformar Natal numa Miami, depois em Disneylandia e agora em Las vegas tropical...
terça-feira, 10 de março de 2009
Felicidade clandestina nas noites de Natal
Nesse ensaio busco introduzir um resgate historico sobre os primeiros passos para a construção das noites de natal. De inicio exponho alguns dados coletados em entrevistas com pessoas que viveram a 'balada' nas decadas de 60 e 70...Tudo tem um começo e vamos a ele...
No final da década de 50, início dos anos 60, a movimentação das pessoas mais descoladas em Natal se restringia à atual Praça 7 de Setembro, localizada no bairro da Cidade Alta, e à Praça Augusto Severo, no bairro da Ribeira. Esses espaços eram “pontos” de encontros entre eles e para possíveis encontros sexuais com outras pessoas. Uma das gírias corriqueiras dessa época para o sexo era: “fazer o faroeste” conforme nos foi informado pelos entrevistados na minha pequena pesquisa. As esquinas da Igreja de Bom Jesus e Rua 15 de Novembro serviam ocasionalmente para conversas com as pessoas que os procuravam.
Uma figura conhecida na cidade era; Velocidade. Ele tinha recebido o apelido pelo fato de andar rápido pelas ruas da cidade. Em período de eleições, quando ocorriam os comícios e as paseatas pelos bairros perifericos, ou em festas púbicas de grande concentração, os locutores chamavam a atenção das pessoas para a presença dele. Já Rosa Negra recebeu esse pseudônimo pelo fato de ser negro e de sempre estar com um buquê de flores nas mãos que entregava para os transeuntes; ele estava presente constantemente nos arredores da Igreja do Galo. Depois da tradicional missa da noite de domingo, após o funcionamento da faculdade de Direito, e o fechamento das atividades no Teatro Alberto Maranhão, dois ou três populares menos conhecidos começavam a circular pelo itinerário Ribeira – Cidade Alta. Assim, funcionou durante muito tempo a convivência entre os transeuntes em Natal em busca de aventura sexual.
Na década de 60, começa a surgir bares a onde a presença de gente com uma certa contra-culutra já era observada pela sociedade em geral. Poderíamos dizer que seria uma movimentação mais visível em Natal de novos hábitos, inicia-se de forma singular e singela dos bares para as boates. No final de 1965, surge o bar Arapuca, que se constitui um marco na história em Natal, pois nos seus recintos reuniam-se artistas e intelectuais para se encontrar e conversar. O Arapuca funcionava no bairro do Alecrim. Havia outros dois bares: O Pé de Mocó e Brizza Del Maré. Eram Bares populares palafitas no Potengi, na rua Ocidental de Baixo, perto do Paço da Pátria. O Brizza Del Maré tinha uma clientela mais selecionada, aberto para homens e mulheres, sendo o Pé de Mocó uma bar de freqüência quase restrita de homossexuais, geralmente travesti. Para melhor diferenciar as clientelas, podemos afirmar que o brizza Del maré era freqüentado por entendidos e o Pé de Mocó tinha uma clientela de bichas, embora a separação não rígida.
De fato podemos observar que os ambientes para a vivência e expressão das sexualidades e a sociabilidade em Natal perpassam outros aspectos além da cena noturna. Como uma cidade de belas praias e com uma rede de serviços urbanos atuais, a mesma contém uma tímida rede de pontos de descolados, negros e outros grupos sociais. As diversas praias em Natal possuem pontos de referência para a sociabilidade de "nós" como os "outros": As praias constituem um territorio que se articulam pessoas de várias identidades. Em Ponta Negra, por exemplo, as áreas próximo ao Morro do careca são referências importantes e pontos de encontros de felicidades e clandestinos locais e estrangeiros.
A trajetória aqui apresentada quer ser ponta pé na reflexão histórica local acerca do dos bares, boates e points em Natal. Acreditamos que outros acontecimentos virão de onde menos se esperam para mostrar a dinâmica da sociedade e se instalarem na história do lazer e diversão na esquina do Atlantico Sul.
No final da década de 50, início dos anos 60, a movimentação das pessoas mais descoladas em Natal se restringia à atual Praça 7 de Setembro, localizada no bairro da Cidade Alta, e à Praça Augusto Severo, no bairro da Ribeira. Esses espaços eram “pontos” de encontros entre eles e para possíveis encontros sexuais com outras pessoas. Uma das gírias corriqueiras dessa época para o sexo era: “fazer o faroeste” conforme nos foi informado pelos entrevistados na minha pequena pesquisa. As esquinas da Igreja de Bom Jesus e Rua 15 de Novembro serviam ocasionalmente para conversas com as pessoas que os procuravam.
Uma figura conhecida na cidade era; Velocidade. Ele tinha recebido o apelido pelo fato de andar rápido pelas ruas da cidade. Em período de eleições, quando ocorriam os comícios e as paseatas pelos bairros perifericos, ou em festas púbicas de grande concentração, os locutores chamavam a atenção das pessoas para a presença dele. Já Rosa Negra recebeu esse pseudônimo pelo fato de ser negro e de sempre estar com um buquê de flores nas mãos que entregava para os transeuntes; ele estava presente constantemente nos arredores da Igreja do Galo. Depois da tradicional missa da noite de domingo, após o funcionamento da faculdade de Direito, e o fechamento das atividades no Teatro Alberto Maranhão, dois ou três populares menos conhecidos começavam a circular pelo itinerário Ribeira – Cidade Alta. Assim, funcionou durante muito tempo a convivência entre os transeuntes em Natal em busca de aventura sexual.
Na década de 60, começa a surgir bares a onde a presença de gente com uma certa contra-culutra já era observada pela sociedade em geral. Poderíamos dizer que seria uma movimentação mais visível em Natal de novos hábitos, inicia-se de forma singular e singela dos bares para as boates. No final de 1965, surge o bar Arapuca, que se constitui um marco na história em Natal, pois nos seus recintos reuniam-se artistas e intelectuais para se encontrar e conversar. O Arapuca funcionava no bairro do Alecrim. Havia outros dois bares: O Pé de Mocó e Brizza Del Maré. Eram Bares populares palafitas no Potengi, na rua Ocidental de Baixo, perto do Paço da Pátria. O Brizza Del Maré tinha uma clientela mais selecionada, aberto para homens e mulheres, sendo o Pé de Mocó uma bar de freqüência quase restrita de homossexuais, geralmente travesti. Para melhor diferenciar as clientelas, podemos afirmar que o brizza Del maré era freqüentado por entendidos e o Pé de Mocó tinha uma clientela de bichas, embora a separação não rígida.
De fato podemos observar que os ambientes para a vivência e expressão das sexualidades e a sociabilidade em Natal perpassam outros aspectos além da cena noturna. Como uma cidade de belas praias e com uma rede de serviços urbanos atuais, a mesma contém uma tímida rede de pontos de descolados, negros e outros grupos sociais. As diversas praias em Natal possuem pontos de referência para a sociabilidade de "nós" como os "outros": As praias constituem um territorio que se articulam pessoas de várias identidades. Em Ponta Negra, por exemplo, as áreas próximo ao Morro do careca são referências importantes e pontos de encontros de felicidades e clandestinos locais e estrangeiros.
A trajetória aqui apresentada quer ser ponta pé na reflexão histórica local acerca do dos bares, boates e points em Natal. Acreditamos que outros acontecimentos virão de onde menos se esperam para mostrar a dinâmica da sociedade e se instalarem na história do lazer e diversão na esquina do Atlantico Sul.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
OFICIO DE RAPAZ
Os garotos de programa (termo generico) se configuram no mercado do sexo de forma visível e impar. Se formos fazer uma analise sem medo do que existe em torno deles, ai sim e é necessario desconstruir mitos e falácias os mesmos.
Os adolescentes e jovens prestadores de serviços sexuais são tão reais quanto as garotas de programa e compõem as nossas vidas cotidianamente. Recebem várias denominações: “boy”, “ garoto de programa”, "masssagista de sauna" e “michê” entre outras.
O interesse é destacar pontos sobre o mercado do sexo viril e as relações com as identidades construtivas e a (des)territorialidade do desejo no próprio espaço social e do corpo. E também desvincular o moralismo religiosos, o senso comum da midia e a visão vitimista dos discursos politicos para com a questão.
Desde a academia de musculação até as grifes de roupas masculinas, eles vão se elaborando na fantasia sexual para a vasta e especifica clientela que os procuram com seus serviços sexuais. Por outro lado, os jovens profissionais do sexo fazem uma mobilizadade social a partir das benesses, perpassam possibilidades de ter instabilidade econômica e acesso a bens culturais. Os mesmos têm desenvolvidos um mercado exclusivo dentro da onda do sex trade e dão contornos para se pensar questões entre sexualidade e a interação dos valores capitais, ou sejam inserem novos elementos dentro das reflexões de gênero, da identidade, práticas sexuais e outras.
A relação econômica dos jovens profissionais do sexo torna-se simétrica a atividade sexual? Não pode-se afirmar que em primeiro plano reside a necessidade financeira e que usa-se o sexo para garantir um rendimento honorário e ao mesmo tempo ter/dar um prazer efêmero. O financeiro se torna um elemento nos serviços sexuais, não é o principal ou o mais importante. Nosso olhar se condicionou a enxergar a questão assim e deve-se desconstruir o adestramento dos valores acerca dos profissionais do sexo.
Dependendo do prestador de serviço, o local e o que vai acontecer o preço vai variar.DAi, a necessidade de relativizar a questão como algo puramente economico.É incerto e improvável entre quem faz e que procura. Existe internamente na prostituição viril, as situações entre os garotos de programa e clientes com outros intercambios que mancham a fronteira: dinheiro e prazer.
Há quem oferece serviços por telefone, coloca-se o número nos jornais e pronto.Ou internet com blogs, sites de relacionamentos e outros. Se dizem “universitários” “rapazes fino trato” e outros adjetivos que moldam-os até as partes intimas com polegadas para as fantasias desejadas. Já os “massagistas” de saunas aparecem são jovens autônomos, e que a noite prestam serviços com massagens. Por fim, há aqueles que vão para rua e em algum bar. Esse grupo seria os despossuídos por estarem contando com todos os clientes e ficarem a mercê dos riscos que a noite oferece. Acredito que são os mais estigmatizados, pois eventualmente, um marginal se passa por garoto de programa e rouba ou comete violência com os clientes. Como já mencionei, isso não quer dizer que são categorias estanques. Alguns elevam na hierarquia e tem ascensão para o topo dessa pirâmide de mercado.
Então, qual o seu oficio rapaz?
Os garotos de programa (termo generico) se configuram no mercado do sexo de forma visível e impar. Se formos fazer uma analise sem medo do que existe em torno deles, ai sim e é necessario desconstruir mitos e falácias os mesmos.
Os adolescentes e jovens prestadores de serviços sexuais são tão reais quanto as garotas de programa e compõem as nossas vidas cotidianamente. Recebem várias denominações: “boy”, “ garoto de programa”, "masssagista de sauna" e “michê” entre outras.
O interesse é destacar pontos sobre o mercado do sexo viril e as relações com as identidades construtivas e a (des)territorialidade do desejo no próprio espaço social e do corpo. E também desvincular o moralismo religiosos, o senso comum da midia e a visão vitimista dos discursos politicos para com a questão.
Desde a academia de musculação até as grifes de roupas masculinas, eles vão se elaborando na fantasia sexual para a vasta e especifica clientela que os procuram com seus serviços sexuais. Por outro lado, os jovens profissionais do sexo fazem uma mobilizadade social a partir das benesses, perpassam possibilidades de ter instabilidade econômica e acesso a bens culturais. Os mesmos têm desenvolvidos um mercado exclusivo dentro da onda do sex trade e dão contornos para se pensar questões entre sexualidade e a interação dos valores capitais, ou sejam inserem novos elementos dentro das reflexões de gênero, da identidade, práticas sexuais e outras.
A relação econômica dos jovens profissionais do sexo torna-se simétrica a atividade sexual? Não pode-se afirmar que em primeiro plano reside a necessidade financeira e que usa-se o sexo para garantir um rendimento honorário e ao mesmo tempo ter/dar um prazer efêmero. O financeiro se torna um elemento nos serviços sexuais, não é o principal ou o mais importante. Nosso olhar se condicionou a enxergar a questão assim e deve-se desconstruir o adestramento dos valores acerca dos profissionais do sexo.
Dependendo do prestador de serviço, o local e o que vai acontecer o preço vai variar.DAi, a necessidade de relativizar a questão como algo puramente economico.É incerto e improvável entre quem faz e que procura. Existe internamente na prostituição viril, as situações entre os garotos de programa e clientes com outros intercambios que mancham a fronteira: dinheiro e prazer.
Há quem oferece serviços por telefone, coloca-se o número nos jornais e pronto.Ou internet com blogs, sites de relacionamentos e outros. Se dizem “universitários” “rapazes fino trato” e outros adjetivos que moldam-os até as partes intimas com polegadas para as fantasias desejadas. Já os “massagistas” de saunas aparecem são jovens autônomos, e que a noite prestam serviços com massagens. Por fim, há aqueles que vão para rua e em algum bar. Esse grupo seria os despossuídos por estarem contando com todos os clientes e ficarem a mercê dos riscos que a noite oferece. Acredito que são os mais estigmatizados, pois eventualmente, um marginal se passa por garoto de programa e rouba ou comete violência com os clientes. Como já mencionei, isso não quer dizer que são categorias estanques. Alguns elevam na hierarquia e tem ascensão para o topo dessa pirâmide de mercado.
Então, qual o seu oficio rapaz?
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Serviços, Mercados e Prostituição....Alguns esclarecimentos
O termo mercado e serviços sexuais podem se transformar numa expressão genérica para se entender as transações econômicas e as relações que permeiam os serviços propostos. Primeiramente, o que existe é uma ampla designação dos termos, onde outras áreas vão se posicionando: Sex-shop, saunas, moteis, casas de massagem, revistas pornograficas, videos pornos e até o turismo sexual operam sob horizontes normativos e regras sociais distintas para publicos cada vez mais específico.
Quero enfatizar que mercado de serviços sexuais se refere à prostituição e os seus distintos meios de divulgação(ciberespaço, anuncios em jornais, casa de shows eróticos...) e não exclusivamente os mesmos em relação ao turismo sexual. Ambas as questões bastante distintas e que por vezes tornam-se uma fronteira borrada por falta de informações importantes.
O proprio termo “mercado” que uso, é diferente daquele comumente entendido por especialistas em negócios, finanças e economia. Existe uma complexidade em designar a relação entre capital e geração de riqueza pelo mercado e seus desdobramentos nas relações de negócios. Na há como negar que, o mercado sexual gera ganhos econômicos e está crescendo constantemente, organiza-se como qualquer empresa na sociedade, tendo suas tendências e valores do momento.
Já o termo Serviço sexual é bastante especifico dentro do mercado sexual e não deve ser confundido com negociação do corpo.Tão pouco entendido como inferior ao mercado mas sim como algo que contra poem-se a exploração sexual que se engendra na infancia e que é compreendida aquí como uma rede de pessoas e profissionais das mais diversas área articulados que evocam uma complexidade de setores envolvidos independentes para fins sexuais e desumanos da exploração infantil .
O que se oferece no serviço sexual pelo profissional do sexo é o saber "fazer" e a atividade sexual, trata-se de uma relação impessoal que tem foro econômico, mas envolve questões acerca do mercado e das subjetividades dos envolvidos. Os serviços sexuais e as relações pessoais não estão tão distantes uma da outra, quando o que se está em questão é atividade sexual. O mesmo abre-se em inumeras possibilidades de encontros e intimidade, além das relações financeiras. E as proprias formas de gratificações são variaveis de acordo com os serviços feitos.
Como esses conceitos agora expostos, busco esclarecer e ao mesmos tempo ampliar a reflexão em torno da problemática enquanto elabora-se novas possibilidades de olhares para o tema sem cair na mesmice do que dito.
Quero enfatizar que mercado de serviços sexuais se refere à prostituição e os seus distintos meios de divulgação(ciberespaço, anuncios em jornais, casa de shows eróticos...) e não exclusivamente os mesmos em relação ao turismo sexual. Ambas as questões bastante distintas e que por vezes tornam-se uma fronteira borrada por falta de informações importantes.
O proprio termo “mercado” que uso, é diferente daquele comumente entendido por especialistas em negócios, finanças e economia. Existe uma complexidade em designar a relação entre capital e geração de riqueza pelo mercado e seus desdobramentos nas relações de negócios. Na há como negar que, o mercado sexual gera ganhos econômicos e está crescendo constantemente, organiza-se como qualquer empresa na sociedade, tendo suas tendências e valores do momento.
Já o termo Serviço sexual é bastante especifico dentro do mercado sexual e não deve ser confundido com negociação do corpo.Tão pouco entendido como inferior ao mercado mas sim como algo que contra poem-se a exploração sexual que se engendra na infancia e que é compreendida aquí como uma rede de pessoas e profissionais das mais diversas área articulados que evocam uma complexidade de setores envolvidos independentes para fins sexuais e desumanos da exploração infantil .
O que se oferece no serviço sexual pelo profissional do sexo é o saber "fazer" e a atividade sexual, trata-se de uma relação impessoal que tem foro econômico, mas envolve questões acerca do mercado e das subjetividades dos envolvidos. Os serviços sexuais e as relações pessoais não estão tão distantes uma da outra, quando o que se está em questão é atividade sexual. O mesmo abre-se em inumeras possibilidades de encontros e intimidade, além das relações financeiras. E as proprias formas de gratificações são variaveis de acordo com os serviços feitos.
Como esses conceitos agora expostos, busco esclarecer e ao mesmos tempo ampliar a reflexão em torno da problemática enquanto elabora-se novas possibilidades de olhares para o tema sem cair na mesmice do que dito.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
O QUE É SER ADOLESCENTE, AFINAL?
Para entendermos melhor a pergunta inicial, se faz necessário ter a concepção sobre o que é ser adolescente e jovem na sociedade. Para isso, é preciso desconstruirmos questões em torno do ‘mito da adolescência’ e depois relaciona-las a conceitos que vitimizam-os. Discordo da visão um tanto tradicional e estigmatizada por interpretações toscas, universalistas e psicologizantes sobre adolescentes e jovens hoje.
Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), há uma distinção entre as referidas categorias: criança, adolescente e jovem. Na disposição jurídica e política: até os 12 ( doze anos incompleto) a pessoa é considerada criança, dos 13 ( treze) aos 18 ( dezoito) anos adolescente e dos 19 ( dezenove ) aos 24 ( vinte e quatro) jovem. O Estatuto busca legislar sobre o que seja criança e adolescente para executar políticas públicas direcionadas a eles a partir de um recorte etário com um viés jurídico-legal.
Esse modelo jurídico-legal têm servido de base para organizações sociais buscarem delimitar suas ações, mas também para respaldar os próprios sujeitos como agentes direitos na sociedade. No entanto, este estudo de adolescentes e jovens será compreendido em sentido mais amplo. Se buscarmos caracteriza-los na cultura e suas representações sociais, as interpretações serão outras. Ou seja, o adolescente e jovem em focado é mais um reflexo da cultura do que alguém que produz algo próprio e autônomo da sociedade. A elaboração de seus valores e hábitos está aquém deles, sendo o resultado das influências sociais.
De fato, adolescentes ou jovens podem ser encontrados ao longo da história, nas sociedades e nas diversas culturas. Nas sociedades ocidentais antigas, o termo era genérico demais, pois englobava o adolescente, para a nomenclatura jovem. Não havia a necessidade de especificar por questões sócio-estruturais e etárias as categorias referidas. Isso se justificava por uma razão: na Antiguidade, o modo de vida das pessoas era diferente do nosso. A finalidade da existência, era baseada na construção e continuidade da sociedade. Em qualquer fase da vida, a pessoa se pensava a partir de funcionalidade dela em ‘razão social’ . Preparavam-se a pessoa para assumir um lugar público e uma função que traga ganhos ao meio do qual fazem parte.
Apesar do termo adolescente e jovem ser anterior a modernidade, ambos assumem características próprias e distintas nesse contexto, tomando proporções diferentes, principalmente se for levada em conta a vida na cidade industrializada. A noção de pessoa ganha espaço com o desenvolvimento técnico e cientifico e, a continuidade do ser, não se dará mais através da sociedade, mas sim de projetos supostamente ‘individuais.’ Ou seja, o adolescente e jovem deve encontrar o ‘seu’ lugar na sociedade. O adolescente e jovem na modernidade surgi como identidade a partir de mudanças nos valores em torno do individuo. De forma paulatina ocorreu uma nova divisão do trabalho pelo avanço tecnológico (nada com desenvolvimento fisico) que passou a exigir uma formação complexa pelo saber educacional e assim os adolescentes e jovens permanecessem mais anos nos estudos para ingressar no mercado de trabalho.
Se os adolescentes obtêm possibilidades de autonomia e condições de sustento, pode ser ‘independente’ para responder na sociedade pelos próprios atos.
Essa capacidade e força de ingressarem no meio dos adultos, ai sim, tornou-se uma ameaça ao controle das autoridades. Daí, as táticas de normatização jurídica e política sobre adolescentes vão se instalando no transcorrer do processo de consolidação da modernidade. Sem o aval dos pais ou responsáveis não se tem autoridade sobre si, sempre o outro vai responder por ele e nem se ingressariam nas redes sociais.
Por outro lado, a modernidade contribuiu para que paulatinamente adolescentes se tornassem consumidores: ter telefone celular, possuir um blog, sair na capa de revistas especializadas, visitar sites de relacionamentos, ter gosto por roupas de grife, opções musicais e desejos a serem realizados. Os mesmos são perecíveis como consumidores e produtos de consumo. Das passarelas para frente às câmeras ou nas ruas para os programas educacionais, adolescentes são consumidos. Quando então, a lei e a coerção social em torno deles, os tornam “adultos,” os adolescentes e jovens têm que optar por profissões, serem chefes de família e se tornarem o alvo de outro mercado consumidor.
É necessário ressaltar que fatores externos tendem a fazer da adolescência mais curto ou mais longo na vida da pessoa, dependendo qual cultura estejam inseridos. Pesquisas realizadas revelam que a duração do período de adolescer pode ser diferente nos indivíduos por parte dos segmentos sociais a quem eles estejam inseridos. As investigações revelaram que principalmente os ingressos numa atividade remunerada aliada a condições adversas possam acelerará um amadurecimento de adolescentes, como se ver nos segmentos populares da sociedade quando cedo começam a trabalhar.
Por ser um período de novas experimentações, de se elaborar uma identidade que assume perante o meio, na passagem da criança para a vida adulta, é comum acreditar que seja um estado de ambigüidades que levam aos questionamentos existenciais. Então, tentou se associar oscilação da identidade e a transgressão dos valores dos pais e das autoridades como elementos que estão vinculados ao se viver a passagem na ‘modernidade’.
Como podemos perceber, a idéia de se controlar e normatizar sobre adolescentes e jovens, tem o pretexto de vê-los como uma ameaça ao meio social. Alguns estudos e pesquisas desconstroem esses olhares acerca dos mesmos. Retiram as concepções de crises e conflitos ligadas a ele, colocando a adolescência e juventude dentro da dinâmica cultural e relacionando com a vida privadas dos adolescentes e jovens. Afinal, a pergunta continua: De que adolescentes estamos falando, afinal?
Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), há uma distinção entre as referidas categorias: criança, adolescente e jovem. Na disposição jurídica e política: até os 12 ( doze anos incompleto) a pessoa é considerada criança, dos 13 ( treze) aos 18 ( dezoito) anos adolescente e dos 19 ( dezenove ) aos 24 ( vinte e quatro) jovem. O Estatuto busca legislar sobre o que seja criança e adolescente para executar políticas públicas direcionadas a eles a partir de um recorte etário com um viés jurídico-legal.
Esse modelo jurídico-legal têm servido de base para organizações sociais buscarem delimitar suas ações, mas também para respaldar os próprios sujeitos como agentes direitos na sociedade. No entanto, este estudo de adolescentes e jovens será compreendido em sentido mais amplo. Se buscarmos caracteriza-los na cultura e suas representações sociais, as interpretações serão outras. Ou seja, o adolescente e jovem em focado é mais um reflexo da cultura do que alguém que produz algo próprio e autônomo da sociedade. A elaboração de seus valores e hábitos está aquém deles, sendo o resultado das influências sociais.
De fato, adolescentes ou jovens podem ser encontrados ao longo da história, nas sociedades e nas diversas culturas. Nas sociedades ocidentais antigas, o termo era genérico demais, pois englobava o adolescente, para a nomenclatura jovem. Não havia a necessidade de especificar por questões sócio-estruturais e etárias as categorias referidas. Isso se justificava por uma razão: na Antiguidade, o modo de vida das pessoas era diferente do nosso. A finalidade da existência, era baseada na construção e continuidade da sociedade. Em qualquer fase da vida, a pessoa se pensava a partir de funcionalidade dela em ‘razão social’ . Preparavam-se a pessoa para assumir um lugar público e uma função que traga ganhos ao meio do qual fazem parte.
Apesar do termo adolescente e jovem ser anterior a modernidade, ambos assumem características próprias e distintas nesse contexto, tomando proporções diferentes, principalmente se for levada em conta a vida na cidade industrializada. A noção de pessoa ganha espaço com o desenvolvimento técnico e cientifico e, a continuidade do ser, não se dará mais através da sociedade, mas sim de projetos supostamente ‘individuais.’ Ou seja, o adolescente e jovem deve encontrar o ‘seu’ lugar na sociedade. O adolescente e jovem na modernidade surgi como identidade a partir de mudanças nos valores em torno do individuo. De forma paulatina ocorreu uma nova divisão do trabalho pelo avanço tecnológico (nada com desenvolvimento fisico) que passou a exigir uma formação complexa pelo saber educacional e assim os adolescentes e jovens permanecessem mais anos nos estudos para ingressar no mercado de trabalho.
Se os adolescentes obtêm possibilidades de autonomia e condições de sustento, pode ser ‘independente’ para responder na sociedade pelos próprios atos.
Essa capacidade e força de ingressarem no meio dos adultos, ai sim, tornou-se uma ameaça ao controle das autoridades. Daí, as táticas de normatização jurídica e política sobre adolescentes vão se instalando no transcorrer do processo de consolidação da modernidade. Sem o aval dos pais ou responsáveis não se tem autoridade sobre si, sempre o outro vai responder por ele e nem se ingressariam nas redes sociais.
Por outro lado, a modernidade contribuiu para que paulatinamente adolescentes se tornassem consumidores: ter telefone celular, possuir um blog, sair na capa de revistas especializadas, visitar sites de relacionamentos, ter gosto por roupas de grife, opções musicais e desejos a serem realizados. Os mesmos são perecíveis como consumidores e produtos de consumo. Das passarelas para frente às câmeras ou nas ruas para os programas educacionais, adolescentes são consumidos. Quando então, a lei e a coerção social em torno deles, os tornam “adultos,” os adolescentes e jovens têm que optar por profissões, serem chefes de família e se tornarem o alvo de outro mercado consumidor.
É necessário ressaltar que fatores externos tendem a fazer da adolescência mais curto ou mais longo na vida da pessoa, dependendo qual cultura estejam inseridos. Pesquisas realizadas revelam que a duração do período de adolescer pode ser diferente nos indivíduos por parte dos segmentos sociais a quem eles estejam inseridos. As investigações revelaram que principalmente os ingressos numa atividade remunerada aliada a condições adversas possam acelerará um amadurecimento de adolescentes, como se ver nos segmentos populares da sociedade quando cedo começam a trabalhar.
Por ser um período de novas experimentações, de se elaborar uma identidade que assume perante o meio, na passagem da criança para a vida adulta, é comum acreditar que seja um estado de ambigüidades que levam aos questionamentos existenciais. Então, tentou se associar oscilação da identidade e a transgressão dos valores dos pais e das autoridades como elementos que estão vinculados ao se viver a passagem na ‘modernidade’.
Como podemos perceber, a idéia de se controlar e normatizar sobre adolescentes e jovens, tem o pretexto de vê-los como uma ameaça ao meio social. Alguns estudos e pesquisas desconstroem esses olhares acerca dos mesmos. Retiram as concepções de crises e conflitos ligadas a ele, colocando a adolescência e juventude dentro da dinâmica cultural e relacionando com a vida privadas dos adolescentes e jovens. Afinal, a pergunta continua: De que adolescentes estamos falando, afinal?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
VIVA A FILOSOFIA
Ensinar filosofia é uma tarefa desafiadora e prazerosa em vários sentidos. A principio sabe-se que é difícil discutir vários séculos de produção intelectual em apenas uma ou duas aulas por semana e depois associar isso ao longo período de repressão e censura em torno da matéria, soa como pregar para os pássaros. Assim se criaram certos entraves envoltos das aulas de filosofia. Vale lembrar que não se ensinar a pensar quando se estuda filosofia, se ensinar a filosofar.
Atualmente, educadores e educandos estão procurando sanar as lacunas acerca das aulas de filosofia e começam a introduzir a vivência da mesma entre no Ensino Fundamental e Médio, e há ainda aquelas universidades que já põem questões filosóficas nos seus exames vestibulares. Para tal intento, a aula de filosofia adotada nas séries iniciais tem alguns objetivos: Criar um sentido de democracia e debate baseado na reflexão combatendo o dogmatismo e os preconceitos do pensamento expresso no senso comum nas séries iniciais, sendo ao mesmo tempo um instrumento de consolidação do saber crítico e da cidadania entre os membros da comunidade escolar.
Por outro lado, corre-se o risco de banalizar o saber filosoficos com livros "best-seller", quadro de programas de domingo ou similares. Todo cuidado é pouco para isso, pois o efeito para se tornar um veneno.
A intenção de ensinar filosofia não é formar filósofos, longe disso. Mas provocar a reflexão inerente a todo o ser humano. Filosofar não é questão de idade, mas de habilidade. De certa forma, somos sempre filósofos quando nos propomos a pensar de vários ângulos sobre questões de natureza reflexiva e das experiências vividas. E por estarmos dando sentido as coisas e, diante dos problemas apresentados pelo existir, tendemos para a reflexão. Então, o filosofar é refletir, buscando novos caminhos e principalmente repensar “as verdades” já prontas na vida. Por isso as aulas de filosofia são a busca de meios que desarmem os envolvidos que estejam dispostos a rever suas opiniões e o posicionamento diante da vida.
Talvez alguém possa contra-argumentar que todas as disciplinas da escola são igualmente capazes de desenvolver o pensamento crítico, isso é uma verdade que não pode ser negada. Não tentamos tampouco dar à filosofia uma prerrogativa de superioridade sobre os outros saberes. Apenas destacamos a especificidade que diferencia de estudar filosofia das outras formas de compreensão do real.
A reflexão sistemática da filosofia, diferentemente das Ciências ou das demais formas de saberes que tem um objeto próprio, se faz a partir da indagação sobre todas as coisas. E essa maneira se faz de modo radical, rigorosa e com um conjunto regras racionais e lógicas, o que supõe a busca coerente dos fundamentos, além de imprimir nesse processo um caráter de interdisciplinariedade, por ser capaz de estabelecer um elo entre todos os saberes.
A filosofia só inicia seu trabalho a partir do que foi pensado ou transformado nas expressões da cultura e da Ciência e evidentemente, não como simples constatação do já feito. Mas como colocar em questão o pensamento e a ação humana? É necessário e urgente um estudo sistemático do pensamento. Sejamos filósofos transformadores a partir da experiência em sala e para fora da própria escola.
Atualmente, educadores e educandos estão procurando sanar as lacunas acerca das aulas de filosofia e começam a introduzir a vivência da mesma entre no Ensino Fundamental e Médio, e há ainda aquelas universidades que já põem questões filosóficas nos seus exames vestibulares. Para tal intento, a aula de filosofia adotada nas séries iniciais tem alguns objetivos: Criar um sentido de democracia e debate baseado na reflexão combatendo o dogmatismo e os preconceitos do pensamento expresso no senso comum nas séries iniciais, sendo ao mesmo tempo um instrumento de consolidação do saber crítico e da cidadania entre os membros da comunidade escolar.
Por outro lado, corre-se o risco de banalizar o saber filosoficos com livros "best-seller", quadro de programas de domingo ou similares. Todo cuidado é pouco para isso, pois o efeito para se tornar um veneno.
A intenção de ensinar filosofia não é formar filósofos, longe disso. Mas provocar a reflexão inerente a todo o ser humano. Filosofar não é questão de idade, mas de habilidade. De certa forma, somos sempre filósofos quando nos propomos a pensar de vários ângulos sobre questões de natureza reflexiva e das experiências vividas. E por estarmos dando sentido as coisas e, diante dos problemas apresentados pelo existir, tendemos para a reflexão. Então, o filosofar é refletir, buscando novos caminhos e principalmente repensar “as verdades” já prontas na vida. Por isso as aulas de filosofia são a busca de meios que desarmem os envolvidos que estejam dispostos a rever suas opiniões e o posicionamento diante da vida.
Talvez alguém possa contra-argumentar que todas as disciplinas da escola são igualmente capazes de desenvolver o pensamento crítico, isso é uma verdade que não pode ser negada. Não tentamos tampouco dar à filosofia uma prerrogativa de superioridade sobre os outros saberes. Apenas destacamos a especificidade que diferencia de estudar filosofia das outras formas de compreensão do real.
A reflexão sistemática da filosofia, diferentemente das Ciências ou das demais formas de saberes que tem um objeto próprio, se faz a partir da indagação sobre todas as coisas. E essa maneira se faz de modo radical, rigorosa e com um conjunto regras racionais e lógicas, o que supõe a busca coerente dos fundamentos, além de imprimir nesse processo um caráter de interdisciplinariedade, por ser capaz de estabelecer um elo entre todos os saberes.
A filosofia só inicia seu trabalho a partir do que foi pensado ou transformado nas expressões da cultura e da Ciência e evidentemente, não como simples constatação do já feito. Mas como colocar em questão o pensamento e a ação humana? É necessário e urgente um estudo sistemático do pensamento. Sejamos filósofos transformadores a partir da experiência em sala e para fora da própria escola.
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