Para entendermos melhor a pergunta inicial, se faz necessário ter a concepção sobre o que é ser adolescente e jovem na sociedade. Para isso, é preciso desconstruirmos questões em torno do ‘mito da adolescência’ e depois relaciona-las a conceitos que vitimizam-os. Discordo da visão um tanto tradicional e estigmatizada por interpretações toscas, universalistas e psicologizantes sobre adolescentes e jovens hoje.
Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), há uma distinção entre as referidas categorias: criança, adolescente e jovem. Na disposição jurídica e política: até os 12 ( doze anos incompleto) a pessoa é considerada criança, dos 13 ( treze) aos 18 ( dezoito) anos adolescente e dos 19 ( dezenove ) aos 24 ( vinte e quatro) jovem. O Estatuto busca legislar sobre o que seja criança e adolescente para executar políticas públicas direcionadas a eles a partir de um recorte etário com um viés jurídico-legal.
Esse modelo jurídico-legal têm servido de base para organizações sociais buscarem delimitar suas ações, mas também para respaldar os próprios sujeitos como agentes direitos na sociedade. No entanto, este estudo de adolescentes e jovens será compreendido em sentido mais amplo. Se buscarmos caracteriza-los na cultura e suas representações sociais, as interpretações serão outras. Ou seja, o adolescente e jovem em focado é mais um reflexo da cultura do que alguém que produz algo próprio e autônomo da sociedade. A elaboração de seus valores e hábitos está aquém deles, sendo o resultado das influências sociais.
De fato, adolescentes ou jovens podem ser encontrados ao longo da história, nas sociedades e nas diversas culturas. Nas sociedades ocidentais antigas, o termo era genérico demais, pois englobava o adolescente, para a nomenclatura jovem. Não havia a necessidade de especificar por questões sócio-estruturais e etárias as categorias referidas. Isso se justificava por uma razão: na Antiguidade, o modo de vida das pessoas era diferente do nosso. A finalidade da existência, era baseada na construção e continuidade da sociedade. Em qualquer fase da vida, a pessoa se pensava a partir de funcionalidade dela em ‘razão social’ . Preparavam-se a pessoa para assumir um lugar público e uma função que traga ganhos ao meio do qual fazem parte.
Apesar do termo adolescente e jovem ser anterior a modernidade, ambos assumem características próprias e distintas nesse contexto, tomando proporções diferentes, principalmente se for levada em conta a vida na cidade industrializada. A noção de pessoa ganha espaço com o desenvolvimento técnico e cientifico e, a continuidade do ser, não se dará mais através da sociedade, mas sim de projetos supostamente ‘individuais.’ Ou seja, o adolescente e jovem deve encontrar o ‘seu’ lugar na sociedade. O adolescente e jovem na modernidade surgi como identidade a partir de mudanças nos valores em torno do individuo. De forma paulatina ocorreu uma nova divisão do trabalho pelo avanço tecnológico (nada com desenvolvimento fisico) que passou a exigir uma formação complexa pelo saber educacional e assim os adolescentes e jovens permanecessem mais anos nos estudos para ingressar no mercado de trabalho.
Se os adolescentes obtêm possibilidades de autonomia e condições de sustento, pode ser ‘independente’ para responder na sociedade pelos próprios atos.
Essa capacidade e força de ingressarem no meio dos adultos, ai sim, tornou-se uma ameaça ao controle das autoridades. Daí, as táticas de normatização jurídica e política sobre adolescentes vão se instalando no transcorrer do processo de consolidação da modernidade. Sem o aval dos pais ou responsáveis não se tem autoridade sobre si, sempre o outro vai responder por ele e nem se ingressariam nas redes sociais.
Por outro lado, a modernidade contribuiu para que paulatinamente adolescentes se tornassem consumidores: ter telefone celular, possuir um blog, sair na capa de revistas especializadas, visitar sites de relacionamentos, ter gosto por roupas de grife, opções musicais e desejos a serem realizados. Os mesmos são perecíveis como consumidores e produtos de consumo. Das passarelas para frente às câmeras ou nas ruas para os programas educacionais, adolescentes são consumidos. Quando então, a lei e a coerção social em torno deles, os tornam “adultos,” os adolescentes e jovens têm que optar por profissões, serem chefes de família e se tornarem o alvo de outro mercado consumidor.
É necessário ressaltar que fatores externos tendem a fazer da adolescência mais curto ou mais longo na vida da pessoa, dependendo qual cultura estejam inseridos. Pesquisas realizadas revelam que a duração do período de adolescer pode ser diferente nos indivíduos por parte dos segmentos sociais a quem eles estejam inseridos. As investigações revelaram que principalmente os ingressos numa atividade remunerada aliada a condições adversas possam acelerará um amadurecimento de adolescentes, como se ver nos segmentos populares da sociedade quando cedo começam a trabalhar.
Por ser um período de novas experimentações, de se elaborar uma identidade que assume perante o meio, na passagem da criança para a vida adulta, é comum acreditar que seja um estado de ambigüidades que levam aos questionamentos existenciais. Então, tentou se associar oscilação da identidade e a transgressão dos valores dos pais e das autoridades como elementos que estão vinculados ao se viver a passagem na ‘modernidade’.
Como podemos perceber, a idéia de se controlar e normatizar sobre adolescentes e jovens, tem o pretexto de vê-los como uma ameaça ao meio social. Alguns estudos e pesquisas desconstroem esses olhares acerca dos mesmos. Retiram as concepções de crises e conflitos ligadas a ele, colocando a adolescência e juventude dentro da dinâmica cultural e relacionando com a vida privadas dos adolescentes e jovens. Afinal, a pergunta continua: De que adolescentes estamos falando, afinal?
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
VIVA A FILOSOFIA
Ensinar filosofia é uma tarefa desafiadora e prazerosa em vários sentidos. A principio sabe-se que é difícil discutir vários séculos de produção intelectual em apenas uma ou duas aulas por semana e depois associar isso ao longo período de repressão e censura em torno da matéria, soa como pregar para os pássaros. Assim se criaram certos entraves envoltos das aulas de filosofia. Vale lembrar que não se ensinar a pensar quando se estuda filosofia, se ensinar a filosofar.
Atualmente, educadores e educandos estão procurando sanar as lacunas acerca das aulas de filosofia e começam a introduzir a vivência da mesma entre no Ensino Fundamental e Médio, e há ainda aquelas universidades que já põem questões filosóficas nos seus exames vestibulares. Para tal intento, a aula de filosofia adotada nas séries iniciais tem alguns objetivos: Criar um sentido de democracia e debate baseado na reflexão combatendo o dogmatismo e os preconceitos do pensamento expresso no senso comum nas séries iniciais, sendo ao mesmo tempo um instrumento de consolidação do saber crítico e da cidadania entre os membros da comunidade escolar.
Por outro lado, corre-se o risco de banalizar o saber filosoficos com livros "best-seller", quadro de programas de domingo ou similares. Todo cuidado é pouco para isso, pois o efeito para se tornar um veneno.
A intenção de ensinar filosofia não é formar filósofos, longe disso. Mas provocar a reflexão inerente a todo o ser humano. Filosofar não é questão de idade, mas de habilidade. De certa forma, somos sempre filósofos quando nos propomos a pensar de vários ângulos sobre questões de natureza reflexiva e das experiências vividas. E por estarmos dando sentido as coisas e, diante dos problemas apresentados pelo existir, tendemos para a reflexão. Então, o filosofar é refletir, buscando novos caminhos e principalmente repensar “as verdades” já prontas na vida. Por isso as aulas de filosofia são a busca de meios que desarmem os envolvidos que estejam dispostos a rever suas opiniões e o posicionamento diante da vida.
Talvez alguém possa contra-argumentar que todas as disciplinas da escola são igualmente capazes de desenvolver o pensamento crítico, isso é uma verdade que não pode ser negada. Não tentamos tampouco dar à filosofia uma prerrogativa de superioridade sobre os outros saberes. Apenas destacamos a especificidade que diferencia de estudar filosofia das outras formas de compreensão do real.
A reflexão sistemática da filosofia, diferentemente das Ciências ou das demais formas de saberes que tem um objeto próprio, se faz a partir da indagação sobre todas as coisas. E essa maneira se faz de modo radical, rigorosa e com um conjunto regras racionais e lógicas, o que supõe a busca coerente dos fundamentos, além de imprimir nesse processo um caráter de interdisciplinariedade, por ser capaz de estabelecer um elo entre todos os saberes.
A filosofia só inicia seu trabalho a partir do que foi pensado ou transformado nas expressões da cultura e da Ciência e evidentemente, não como simples constatação do já feito. Mas como colocar em questão o pensamento e a ação humana? É necessário e urgente um estudo sistemático do pensamento. Sejamos filósofos transformadores a partir da experiência em sala e para fora da própria escola.
Atualmente, educadores e educandos estão procurando sanar as lacunas acerca das aulas de filosofia e começam a introduzir a vivência da mesma entre no Ensino Fundamental e Médio, e há ainda aquelas universidades que já põem questões filosóficas nos seus exames vestibulares. Para tal intento, a aula de filosofia adotada nas séries iniciais tem alguns objetivos: Criar um sentido de democracia e debate baseado na reflexão combatendo o dogmatismo e os preconceitos do pensamento expresso no senso comum nas séries iniciais, sendo ao mesmo tempo um instrumento de consolidação do saber crítico e da cidadania entre os membros da comunidade escolar.
Por outro lado, corre-se o risco de banalizar o saber filosoficos com livros "best-seller", quadro de programas de domingo ou similares. Todo cuidado é pouco para isso, pois o efeito para se tornar um veneno.
A intenção de ensinar filosofia não é formar filósofos, longe disso. Mas provocar a reflexão inerente a todo o ser humano. Filosofar não é questão de idade, mas de habilidade. De certa forma, somos sempre filósofos quando nos propomos a pensar de vários ângulos sobre questões de natureza reflexiva e das experiências vividas. E por estarmos dando sentido as coisas e, diante dos problemas apresentados pelo existir, tendemos para a reflexão. Então, o filosofar é refletir, buscando novos caminhos e principalmente repensar “as verdades” já prontas na vida. Por isso as aulas de filosofia são a busca de meios que desarmem os envolvidos que estejam dispostos a rever suas opiniões e o posicionamento diante da vida.
Talvez alguém possa contra-argumentar que todas as disciplinas da escola são igualmente capazes de desenvolver o pensamento crítico, isso é uma verdade que não pode ser negada. Não tentamos tampouco dar à filosofia uma prerrogativa de superioridade sobre os outros saberes. Apenas destacamos a especificidade que diferencia de estudar filosofia das outras formas de compreensão do real.
A reflexão sistemática da filosofia, diferentemente das Ciências ou das demais formas de saberes que tem um objeto próprio, se faz a partir da indagação sobre todas as coisas. E essa maneira se faz de modo radical, rigorosa e com um conjunto regras racionais e lógicas, o que supõe a busca coerente dos fundamentos, além de imprimir nesse processo um caráter de interdisciplinariedade, por ser capaz de estabelecer um elo entre todos os saberes.
A filosofia só inicia seu trabalho a partir do que foi pensado ou transformado nas expressões da cultura e da Ciência e evidentemente, não como simples constatação do já feito. Mas como colocar em questão o pensamento e a ação humana? É necessário e urgente um estudo sistemático do pensamento. Sejamos filósofos transformadores a partir da experiência em sala e para fora da própria escola.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
DEUSAS ALÉIAS
Para Naida, Marta, Nadja e Magna
Fim da tarde.
Já brilha a estrela d’alva.
Luzes nos postes acendem a cidade
Um vazio em quatro partes.
A ausência do riso de Marta.
Parece faltar terra, água, fogo e ar.
Ela saber ser e estar
Com arte e graça.
E me vem outra falta:
Ela realça as cores e o existir.
Estou invocando a presença de Nadja
Com o jeito gostoso de ser escandalosa,
Quero ver ninguém não rir
Nas conversas e nas prosas.
Uma outra, um pouco rainha e sacerdotiza.
Sabe de remédios e doutrinas,
Uma mão aberta e caridosa
vem vindo pela ausência, é Magna.
Já Naida, diria ser misteriosa.
Olhos silenciosamente azuis.
É guerreira valente e audaciosa.
É fim de tarde,
quatro gerações se entre olham
No mesmo sangue
Nas mesmas histórias.
Fiam juntas,
Tecem vidas
E Cortam destinos.
Fim da tarde.
Já brilha a estrela d’alva.
Luzes nos postes acendem a cidade
Um vazio em quatro partes.
A ausência do riso de Marta.
Parece faltar terra, água, fogo e ar.
Ela saber ser e estar
Com arte e graça.
E me vem outra falta:
Ela realça as cores e o existir.
Estou invocando a presença de Nadja
Com o jeito gostoso de ser escandalosa,
Quero ver ninguém não rir
Nas conversas e nas prosas.
Uma outra, um pouco rainha e sacerdotiza.
Sabe de remédios e doutrinas,
Uma mão aberta e caridosa
vem vindo pela ausência, é Magna.
Já Naida, diria ser misteriosa.
Olhos silenciosamente azuis.
É guerreira valente e audaciosa.
É fim de tarde,
quatro gerações se entre olham
No mesmo sangue
Nas mesmas histórias.
Fiam juntas,
Tecem vidas
E Cortam destinos.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
REVEILLON
a Marta Gurgel
Beba do vinho guardado.
Enquanto se olha os fogos açoitar o céu
Descubra outro paralelo as tarefas.
Contas, cheques e emprestimos para o beleú.
Abra razões no sorriso escancarado,
A cada gole invoque beijos e abraços.
Festeje todo dia o ano iniciado.
Beba do vinho guardado.
Enquanto se olha os fogos açoitar o céu
Descubra outro paralelo as tarefas.
Contas, cheques e emprestimos para o beleú.
Abra razões no sorriso escancarado,
A cada gole invoque beijos e abraços.
Festeje todo dia o ano iniciado.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
TOMO
Certos livros têm flores esquecidas.
Possuem idéias e palavrase eu as respiro.
As paginas são asas
Que faz voar nos ares
A cada leitura realizada
Mudo de vida.
È impossivel ficar na mesmice...
Transformo as atitudes.
Revejo o mundo com outro sentido.
Quer seja o aroma de Guimarães
Ou a leveza de Nietzsche;
Vendo a costura de Clarice
O nado de Zila.
As vidas são escritas
Os livros lidos e relios
Ambos, sem final definido.
Esse é meu veredicto.
Possuem idéias e palavrase eu as respiro.
As paginas são asas
Que faz voar nos ares
A cada leitura realizada
Mudo de vida.
È impossivel ficar na mesmice...
Transformo as atitudes.
Revejo o mundo com outro sentido.
Quer seja o aroma de Guimarães
Ou a leveza de Nietzsche;
Vendo a costura de Clarice
O nado de Zila.
As vidas são escritas
Os livros lidos e relios
Ambos, sem final definido.
Esse é meu veredicto.
sábado, 22 de novembro de 2008
UMA DESCULPA PARA NÃO COMER PIPOCAS
Minha Vida em Cor-de-Rosa(ma vie in rose) ( França, 1997) Dir. Alain Berlinger
Um filme deveria ter como objetivo também causa estranhamento no nosso modo de ser e interagir com os outros. Com raras exceções, alguns diretores conseguem nos atingir com isso. Em Ma vie in rose, a principal abordagem é o universo dos desejos infantis, e o diretor consegue tal intento, sem cair no ridículo. Ou como diz uma pessoa querida, esbarra na vala dos filmes clichês. O tema já uma desafio: a construção social da sexualidade e do gênero ( o que é ser homem? O que é ser mulher?), são assuntos quase sem aprofundamentos para as pessoas. Parece que tudo já está prontinho na saciedade e basta repetir o que os outros fazem. Mas na obra filmica não é bem assim...
A história possui nuances para se refletir nas práticas cotidianas. Um garoto de sete anos que diferentes dos outros, ainda não escolheu a qual gênero vai pertencer. Para ele, a questão do gênero é uma escolha incerta na vida. As atuações dos atores e a sensibilidade do diretor de expor o tema com as riquezas dos dramas periféricos dão fôlego ao fime: a morte na infância, um bairro burguês-conversador onde as casas são as mesmas, a rotina diária se repete infinitamente e todos são iguais aparentemente: Os pais trabalham, os filhos vão à escola e vivem-se sem questionamentos mais profundos. Algo que não perturbe a ordem eou aparente “normalidade” deve ser afatado ou escondido.
Nesse contexto aparece: Ludovich. Ele é o caçula da família em ascensão social, representada na figura do pai, que se mudam para o bairro de casas sem cerca e quintal de grama sempre verde. Não muito diferene da boneca Pam, programa preferido dele. Durante a recepção de boas-vindas aos novos vizinhos, Ludovich aparece vestido como se fosse uma menina, a principio o pai diz ser um disfarce, mas a irrefreável determinação do garoto em querer se ser uma menina e declarar que vai se casar com o colega Jerome, muda a situação de tolerância de todos. A própria inexperiência dos pais leva ambos a uma crise conjugal e familiar. Os pais passam da tolerância à repressão ao longo do filme, de forma gradativa. E no meio desse turbilhão de conflitos, está o garoto, que não consegue entender a razão de tanta tensão na família, na escola e na vizinhaça por ele expressar o que sente. Ludivich só encontra amparo nos braços da generosa avó ou nas fantasias adquiridas no universo cor-de-rosa da boneca Pam.
Apesar de não indicar soluções, se é que há soluções para questões tão complexas, o filme aponta para um elemento básico na convivência humana: TOLERÃNCIA. Veja o filme, ele não será mais um desculpa para se comer pipoca e beber guaraná, mas nos ferir ainda mais com os preconceitos.
Um filme deveria ter como objetivo também causa estranhamento no nosso modo de ser e interagir com os outros. Com raras exceções, alguns diretores conseguem nos atingir com isso. Em Ma vie in rose, a principal abordagem é o universo dos desejos infantis, e o diretor consegue tal intento, sem cair no ridículo. Ou como diz uma pessoa querida, esbarra na vala dos filmes clichês. O tema já uma desafio: a construção social da sexualidade e do gênero ( o que é ser homem? O que é ser mulher?), são assuntos quase sem aprofundamentos para as pessoas. Parece que tudo já está prontinho na saciedade e basta repetir o que os outros fazem. Mas na obra filmica não é bem assim...
A história possui nuances para se refletir nas práticas cotidianas. Um garoto de sete anos que diferentes dos outros, ainda não escolheu a qual gênero vai pertencer. Para ele, a questão do gênero é uma escolha incerta na vida. As atuações dos atores e a sensibilidade do diretor de expor o tema com as riquezas dos dramas periféricos dão fôlego ao fime: a morte na infância, um bairro burguês-conversador onde as casas são as mesmas, a rotina diária se repete infinitamente e todos são iguais aparentemente: Os pais trabalham, os filhos vão à escola e vivem-se sem questionamentos mais profundos. Algo que não perturbe a ordem eou aparente “normalidade” deve ser afatado ou escondido.
Nesse contexto aparece: Ludovich. Ele é o caçula da família em ascensão social, representada na figura do pai, que se mudam para o bairro de casas sem cerca e quintal de grama sempre verde. Não muito diferene da boneca Pam, programa preferido dele. Durante a recepção de boas-vindas aos novos vizinhos, Ludovich aparece vestido como se fosse uma menina, a principio o pai diz ser um disfarce, mas a irrefreável determinação do garoto em querer se ser uma menina e declarar que vai se casar com o colega Jerome, muda a situação de tolerância de todos. A própria inexperiência dos pais leva ambos a uma crise conjugal e familiar. Os pais passam da tolerância à repressão ao longo do filme, de forma gradativa. E no meio desse turbilhão de conflitos, está o garoto, que não consegue entender a razão de tanta tensão na família, na escola e na vizinhaça por ele expressar o que sente. Ludivich só encontra amparo nos braços da generosa avó ou nas fantasias adquiridas no universo cor-de-rosa da boneca Pam.
Apesar de não indicar soluções, se é que há soluções para questões tão complexas, o filme aponta para um elemento básico na convivência humana: TOLERÃNCIA. Veja o filme, ele não será mais um desculpa para se comer pipoca e beber guaraná, mas nos ferir ainda mais com os preconceitos.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
X A D R E Z
O potencial de todo e qualquer ser humano está nas suas capacidades de desenvolver o conhecimento. Acredito que a prática do xadrez colabora para o desenvolvimento da inteligência em sua multiplicidade e em particular a espacial (GARDNER:1994, 149). Por isso, as potencialidades humanas só crescem em contato com os desafios que instiguem a resolver com inteligência e criatividade os desafios que tem diariamente. Diante dessa idéia defendo o uso do xadrez como um meio para o crescimento da inteligência humana e da prática da ética reflexiva.
O jogo do xadrez está impregnado de uma condição de transversalidade, pois é no exercício dele que podemos ver as diversas nuances do pensar e também certas questões de valores humanos.
Os jogos de uma maneira geral sempre despertaram o interesse e a curiosidade das crianças e dos adolescentes. Na segunda fase da infância, as crianças desenvolvem jogos e brincadeiras que as socializam com as regras. Nesses jogos e nas brincadeiras, a quebra das regras corresponde a uma grave falta para o convívio dos mesmos. Quando são introduzidos na adolescência, os jogos ganham uma forma de demonstrar capacidades físicas e intelectuais. (PIAGET: 1975, 303 - 304)
Quanto às questões dos valores humanos, tão em voga atualmente, percebo que as crianças e adolescente, que participavam das partidas de xadrez independente da faixa etária, estavão desenvolvendo um senso ético em relação ao ser no mundo. Assim como afirmam acerca da ética:“ Diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. A pergunta ética por excelência é: Como agir perante os outros? Verifica-se que tal pergunta é ampla, complexa e sua resposta implica tomadas de posição e valorativa. (...) A questão central das preocupações éticas é a da justiça entendida como inspirada pelos valores de igualdade e eqüidade. (...)” ( PCN. 31 – 32). Desta maneira, eles ficam atentos a problemas relacionados à cidadania, limpeza e preservação da natureza.
É evidente que o xadrez em si só não vai formar o cidadão "SUPER-ÉTICO", mas que é uma boa ajuda para construirmos pessoas conscientes e comprometidas com o coletivo, com as responsabilides e limites, isso fica evidente. Procurem saber mais sobre essa prática milenar que se confunde com a historia da civilização humana. E xeque-mate...
O jogo do xadrez está impregnado de uma condição de transversalidade, pois é no exercício dele que podemos ver as diversas nuances do pensar e também certas questões de valores humanos.
Os jogos de uma maneira geral sempre despertaram o interesse e a curiosidade das crianças e dos adolescentes. Na segunda fase da infância, as crianças desenvolvem jogos e brincadeiras que as socializam com as regras. Nesses jogos e nas brincadeiras, a quebra das regras corresponde a uma grave falta para o convívio dos mesmos. Quando são introduzidos na adolescência, os jogos ganham uma forma de demonstrar capacidades físicas e intelectuais. (PIAGET: 1975, 303 - 304)
Quanto às questões dos valores humanos, tão em voga atualmente, percebo que as crianças e adolescente, que participavam das partidas de xadrez independente da faixa etária, estavão desenvolvendo um senso ético em relação ao ser no mundo. Assim como afirmam acerca da ética:“ Diz respeito às reflexões sobre as condutas humanas. A pergunta ética por excelência é: Como agir perante os outros? Verifica-se que tal pergunta é ampla, complexa e sua resposta implica tomadas de posição e valorativa. (...) A questão central das preocupações éticas é a da justiça entendida como inspirada pelos valores de igualdade e eqüidade. (...)” ( PCN. 31 – 32). Desta maneira, eles ficam atentos a problemas relacionados à cidadania, limpeza e preservação da natureza.
É evidente que o xadrez em si só não vai formar o cidadão "SUPER-ÉTICO", mas que é uma boa ajuda para construirmos pessoas conscientes e comprometidas com o coletivo, com as responsabilides e limites, isso fica evidente. Procurem saber mais sobre essa prática milenar que se confunde com a historia da civilização humana. E xeque-mate...
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