quarta-feira, 6 de maio de 2009

FOUCAULT : ALGUMAS PISTAS EXPLICATIVAS PARA A SEXUALIDADE

O objetivo desse pequeno texto é revelar alguns pontos que possam colaborar para o entendimento de sexualidade em algumas obras de Foucault. Evidente que o várias obras do filosofo tem referencia a essa tema, porém citamos algumas para o exercicio da reflexão.
Partimos de princípios teóricos conceituais sobre Foucault. Em suas teorias sobre a microfisica do poder, ele demonstra de que meios o poder se impõe pela docilização dos corpos na sociedade.Na passagem de uma sociedade disciplinar para uma sociedade de controle. Precisamente no livro: Vigiar e punir, o mesmo mostrar que o agravamento de um tipo de disciplina, que passa a ser utilizado de maneira diferente daquele que antes já havia nos conventos e ofícios, ganha condições utilitárias para a produção disciplinar do capital. Essa política de sujeição e controle do corpo vem sendo aplicada paulatinamente e difusamente silenciosa, ao contrário do que ocorria em tempos anteriores. Pontualmente, no meio social, começa a funcionar a máquina da docilização dos corpos. A nova disciplina corpórea atua na organização do tempo, na vigilância dos afazeres e nos volumes de espaço. O controle do fluxo dos corpos pelo tempo e locais, a rigidez no cumprimento dos horários, o rigor e a normatização dos gestos e padronização de comportamentos criam o corpo social. Nas sociedades modernas, surge o biopoder resultado do poder disciplinar pela aparência, o controle físico e em especial visível de auto-identidade. Para Foucault, os prazeres corporais serão o mínimo denominador comum do sujeito plural, arquitetos dos estilos de vida modelados nas relações de amizades.
Em Historia da sexualidade, a preocupação de Foucault é em fazer uma arqueologia da ética sexual. Seus estudos apontam para a construção do termo sexualidade como palavra emergente no período vitoriano, tendo seu ápice nos estudos médicos e patológicos. Como a sexualidade chegou a ser o que é atualmente, requer que observemos três eixos: a formação dos saberes que a ela se referem, os sistemas de poder que regulam sua prática e as formas pelas quais os indivíduos podem e devem se reconhecer com sujeitos dessa sociedade.
A sexualidade é uma construção médica e higienista recente no Ocidente. O que havia na Grécia Antiga era um “Eros” diverso e diferente, sem comparação no imaginário atual. Um exemplo está no Eros entre homens e o Eros entre homens e mulheres. Ambos eram regulados por exercícios e práticas. A educação do cidadão, a conduta que lembrasse o excesso era indigna. O uso dos prazeres estar a serviço da honra do cidadão.
É na busca dessa verdade a ser descoberta pela ciência e revelada pela religião que os seres humanos se reconhecem com sujeitos de desejos. A austeridade do desejo sexual será elaboração e o meio de uma atividade que visa o poder da mesma e a pratica para a liberdade. Uma austeridade em torno e a propósito da vida do corpo, da instituição do casamento e das relações entre homens e da existência da sabedoria.
Foucault argumenta que as Culturas Orientais têm sido pródigas, no tratamento discursivo da prática sexual, em produzirem textos de caráter simultamente educativo e místico – a ars eróticas – do prazer vivido como base de experiência a ser relatada e fonte privilegiada da verdade do sensualismo. Ao contrario do que ocorreu nas sociedades ocidentais, uma scientia sexualis fundamentada no discurso cristão confessional, de uma verdade analítica, mas não pedagógica, em termos de proposta objetica.