quinta-feira, 3 de junho de 2010

Morte ou Vida da Poesia



 Quando olhamos  o céu e observamos somente a cor de cimento nas nuvens,  mesmo que o azul anil do firmamento esteja lá, reviramos os sonhos e não somos puros como os anjos. Se usamos o comportamento de "homem gelo" para alicerçar  outros interesses nas relações sociais, numa terra onde reina o calor da vida e a espontaneidade das pessoas, percebemos que tomamos a contra mão do afeto.  E se notamos que estamos caminhando lentamente pelas ruas quando outrora andavamos  nas mesmas dando pequenos saltos, constatamos o rídiculo se apossou do ser. Ou se por acaso, o sorriso e matreiro sorriso ausentou-se inexperadamente dos lábios e levou-nos também a alegria sonora e contagiante da gargalhada, viseja-se que nós quebramos a barreira do amor próprio. Rir de si mesmo é um hábito saudável. E se o brilho dos olhos apagaram inexplicavelmente e antes era visto como chamas e  hoje enamam apenas um breu, pode-se dizer que  encerramos nas cortinas das horizontais das retinas. E mais que de repente,  o silêncio avançou em proporções nos cômodos da casa, fazendo as músicas ficaram encalhadas nos velhos vinis e nas capas e encartes e a beleza viajou sem nos deixar nenhum recado e a maior satisfação está nos paraísos virtuais, sem amigos de carne e osso. Qual o sentido da vida em sociedade e com o outro ? Ou se agora, quando levamos a mão ao peito e sente a batida de uma pedra em fúria no eco do corpo ao invés de um coração pulsante de emoções. Os sentimentos se evaporam-se. Portanto, podemos concorda que por vezes percebe-se que não nos reconhecemos mais. E as roupas parecem estarem pelo avesso, mas na verdade estão do lado certo...Acreditemos que de fato, não é depressão ou crise por ver o céu cinza, o sermos homem gelo nesse fado tropical... As situações não flutuam por magia das palavras nem tão pouco ficam aprisionadas em gaiolas de ouro e se quer  perdem o encamento por maldição delas com uma fada bondosa. É apenas a poesia crua e nua que se faz presente em vida, mesmo quando a existência machuca e desencanta.

2 comentários:

jose disse...

A poesia nada mais é, do que o esporo de uma emoção entorpecida, e se essa emoção não for liberada entre os versos do poeta..., ele fica com o sentimento dentro dele. [a poesia nada mais é do que sentimentos em palavras entorpecidas].

G. Rafaelly disse...

Se somos pessoa paradas, sem luz, sem brilho, podemos dizer que somos pessoas mortas, pessoas que desaprendeu como é o sabor da vida, como praticar...
A vida foi feita pra nós aproveitar dela, apesar de suas tristezas, mais é disso que vivemos, de momentos de alegria, momentos de loucura, momentos de tristeza... O importante é saber viver, concervar bem a vida, ser uma pessoa digna, q respeite os outros e a si próprio...