domingo, 16 de novembro de 2008

A RUA

A rua está disposta entre casas velhas e modernas. Elas se encontram arrumadas em cores e desenhos de suas frentes. Os moradores se permutam na convivência com os outros, tem hora que são cordiais, noutros momentos em guerra. Cada logradouro se esquenta nas festividades junina ou natalina. Há ocasiões em que vejo as casas desolados de poeiras. Abandonadas. Lembro-me das árvores-raquíticas e com sombras solitárias, um cenrário a mais da rua. Aquelas arvores me invocavam formas surreais entre o esplendor do sol e o preto da copa, espaço em forma de leques das carnaúbas e acásias. A rua é sonora, em alguns trechos ouço um leve musica, múrmurios e juras de amor ou ódio.
Geograficamente, a rua começa no mercado da cobal e termina na beira de rio silencioso. Rio que as vezes invadia sem pedir licença a rua. Não era uma rua esquecida, era local de passagem de transeuntes no ir e vim: Do rio ao mercado, ou vice-versa.No meu ser, a mesma começo a existir a partir das historias que pude acompanhar dos seus moradores. Com nome de marechal, o desfile é constante e se tornou infinito, sem data ou feriado para que isso aconteça. Por Floriano, as rosas, os cravos e flores que são certos tipos que só se vêem ao passar. Solenes e sérios para se pensar e ilários ao se cumprimentar. Lembro-me de uma velha que varria a calçada nas primeiras horas solares, personagem que possui um caráter de bronze ao segura a vassoura. A pouca poeria aos seus pés parecia lhe dar um ar de santidade no cenário.
Hoje, a rua da minha infância inspira uma volta sem igual a que acontece ao se ver uma fotografia antiga em preto e branco. Penso que talvez haja um tempo sentimental nessa rua, nos raros momentos de silêncio, nas cadeiras na calçadas onde se tinha um dedo de prosa e nos grupos de meninos a jogarem bola a tardinha e rapazes em bandos em suas esquinas. A vida e o movimento são tranqüilos que julgaria abandonados se não topasse com um rosto esquivo de um morador novo ou uma pessoa na porta de casa a ver o tempo. Há em certas cenas o roubo para o sentido e ficam na memória da vida, assim foi ,é e será a rua da minha infancia .

3 comentários:

Anônimo disse...

Costinhaa Bloguinhúú² legal ..
Eu tmb tenho um entra aê ..

http://wesleyania.blogspot.com/

Beijooo
:p

Erebic disse...

Amigo! A rua da nossa infância, ainda tem um pouco do seu poema, porém perdendo aos poucos personagens preciosos devido ao progresso que constrói e destrói, mas como você mesmo disse essa foi, é e sempre será: A RUA DA NOSSA INFÂNCIA!!! E a infância essa sim nada destrói.

Cibere Couto

emerson disse...

oi aqui e seu aluno da uva emerson estou gostando das aulas parabens pelo dia do professor valeu!