domingo, 11 de julho de 2010

O contexto histórico e social para o surgimento das Ciências Sociais.

Podemos dizer que o aparecimento das  Ciências  Sociais  foi o RESULTADO DE PROBLEMAS PRÓPRIOS DA SOCIEDADE  em determinado momento do desenvolvimento do  capitalismo: EXODO RURAL, URBANIZAÇÃO, MOVIMENTOS REIVINDICATÓRIOS, VIOLENCIA, POBREZA...para os quais os saberes já instituidos ( na Ciência, Filosofia e Religião) não eram suficientes e nem adequados para um explicação  convicenrte.

Então ocorre uma ruptura na forma de se pensar a realidade social a partir da qual se abandona paulatinamente o senso comum e as  explicações que atribuem os problemas da vida humana à justiça divina, ao acaso das próprias coisas ou à imperfeição "natural" do próprio homem em sociedade.
 
Nas primeiras etapas do desenvolvimento das Ciências Sociais, os cientistas, inspirados pelas Ciências da natureza e fisica buscam adaptar  os procedimentos de investigação das mesmas para os questões sociais emergentes. Tentaram identificar nos objetos, nos fenômenos e acontecimentos regras e conceitos que cumprissem o paple de o papel de "átomo" da sociedade ou elementos primordiais da  capazes de explica a composição dos mais diferentes "tecidos" sociais tal como explicam-se a questão orgância. Isso era uma maneira de garantir a objetividade das Ciências Sociais.


A FAMILIARIDADE COMO SOCIAL OU O SOCIAL COMO EXOTICO.

Os fenômenos sociais são normalmente "coisas" próximas, com as quais temos contactos freqüentes no dia-a-dia e em relação às quais já possuimos algum conhecimento (senso comum). Pense em casos como o consumo de droga, a imigração, o desemprego, a educação, a violência e etc. Vejamos com mais detalhe o exemplo da educação: um certo indivíduo já foi aluno, agora tem filhos que andam na escola, é vizinho de um Professor e cunhado de uma Contínua, passa todos os dias ao pé de duas escolas, vê notícias na TV sobre a educação, etc.
Essa familiaridade com o social pode constituir um obstáculo epistemológico caso leve a pessoa a pensar que já sabe o suficiente sobre o assunto, que as crenças do senso comum bastam e que portanto não é preciso investigar mais. O que é um erro, pois mesmo que essas crenças sejam verdadeiras é preciso investigar para aprofundar o conhecimento e saber justificar aquilo que se sabe.
Nesse exercicio de reflexão entre o exótico e o familiar cabe-nos uma reflexão: se o familiar se torna extótico e o exótico não é exatamente um território ameaçador, que deve ser rejeitado, mas sim um espaço onde serão formadas novas possibilidades de relações sociais que precisam ser compreendidas.

Um comentário:

G. Rafaelly disse...

A familiaridade social são coisas que temos contatos no nosso dia-a-dia e que possuímos um pouco de conhecimento.
O surgimento das ciências sociais foi importante para explicar melhor certas coisas que sabemos o que são, mais não sabemos seus significados ao pé da letra, por isso precisamos aprofundar nossos conhecimentos.