segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pierre Bourdieu

Pierre Bourdieu, na obra “A dominação masculina”, discorre acerca da estrutura do poder do masculino em seu eterno processo de eternizarão do gênero. O ser homem (corpo) no sentido social está automaticamente associado a identidades heterossexuais ( sexualidade ) e ao masculino. A “ doxa” seria a crença ou práticas sociais que são consideradas como normais, evidentes por si mesmas, não sendo objeto de nenhuma discussão ou reflexão. A partir daí, homens e mulheres vivem seus gêneros, exercem a sexualidade e elaboram o corpo cultural de acordo com os padrões coercitivos do meio social.
As analises de gêneros sempre estiveram associadas ao corpo e à sexualidade. Quando pensamos em sexualidade e corpo estendemos nossas observações para o Gênero pela visão reducionista e essencialista da divisão biológica. Desta forma, a tríade se naturaliza como social e torna-se obrigatória para o individuo, a apropriação e o uso dos mesmos, fazendo deles uma afirmação de seu caráter construtor pela historia e sujeição no social.
A tríade influencia o individuo, perpassa as próprias fronteiras instauradas dos mesmos e fluem para outros campos. Ressaltamos o importante papel desempenhado pelos mecanismos culturais adversos para a formação da sexualidade, do corpo e gênero dentro de um contexto social restrito que reflete de forma singular na condução da pessoa. O controle e a vivencia vão ser cercados de tabus e códigos que têm como ponto comum o exercício da subordinação e da dominação.

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