domingo, 23 de maio de 2010

Por onde começar em Recife ? Uma viagem sentimental atraves da arquitetura e personalidades recifenses.


 Ir à capital Pernambucana, é  está prevenido em  alguns sentidos. O visitante quando chega em Recife ocorre um processo de se construir intimamente com flanador ao mesmo tempo que se refaz  perdido ao se estar nela. Primeiro, o olhar na arquitetura e as descobertas nas histórias que se possam tirar,  não digo só em referência  aos prédios já tombados, há aqueles que ainda vão ser restaurados e também  possuem histórias. Os prédios  modernos são capítulos a parte.  As ruas estão cheias das revoluções que causaram dores de cabeça  aos portugueses. Ir ao Recife é viver outra situação...ao se topar com  cenas corriqueiras e esquecidas pela velocidade dos carros  apressados e nos  transeuntes com passos largos pelas calçadas.  Só as pessoas de olhar apurado consegue ver essa Recife. Aconselho a não terem  roteiro pré-estabelecido, se desregrem disso, vão despreocupados com: o nome das igrejas, dos casarões e outros costumes do guia de turismo básico.  Àlias, as pessoas tem dificuldades de dizerem os nomes de casas e igrejas e não descreverem direito os lugares depois das viagens. 
Em Recife, se deixem  ir como um voyeur pelas  situações que foram aparecendo, isso com certeza vai acontecer. Converse com o povo da cidade, pergunte sobre a vida nela enquanto bebe  água num quiosque ou com o vendedor ambulante. Quando  estiver cansado e ficar sentado no banco de uma praça no centro ou esperando um ônibus, observe as pessoas circulando. Para mim,  isso é conhecer a alma da cidade: ver  gente que a fazem  funcionar singularmente. E é a melhor parte de se ir a outro canto.
Hoje, as pessoas fazem viagens para ir ao lugar como se mostrou no  jornal ou comercial. É como se sentisse figurantes ao chegar lá, num cenário  de novela ou seriado de TV.  Mas em Recife,  o que serve são as personalidades que povoam cada cantinho. Costume dizer que  Recife é esquecida da grande mídia, e isso é uma vantagem  para  um turismo diferente. Só vai ao Recife quem quer se desprender, do convencional, se  vai  pelo boca a boca,  não se convence do que ver na TV. 
Já me disseram que as pontes em Recife lembravam  Dublin, na Irlanda. Noutra ocasião, me contaram que o bairro do Recife Antigo é a pequena recordação de Lisboa e não raro leio em revistas que a cidade é a Veneza brasileira ou a mauricéia ( de Maurício de Nassau ). etc e tal. Nunca me falaram que na cidade nasceu gente como Gilberto Freyre, Manuel Bandeira, Joaquim Nabuco, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto e tantos outros pensadores, artistas e intelectuais. Porque Recife se faz com outro vies, é  uma peróla escondida nesse país e quer seja de nomes consagrados ou anônimos, se preversa o desejo de conhecê-la. 
Para finalizar, lembro que  quando menina, Clarice conseguiu enxergar isso nos contos, num ela diz: Eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas do Recife...E não caia nenhuma vez. Em  restos de carnaval. Já adulta escreveu: Enfim, eu sabia para que havia as pontes, as praças, as ruas e as avenidas em Recife, para o carnaval. E o carnaval de Recife é outra história sentimental, pois não existe pecado abaixo do Equador.

10 comentários:

Uedson Angelo. disse...

Seu olhar bem apurado de Recefi revelado pelo texto e através das retinas traduz sua paixão pela capital do Pernanbuco como "...um cão vadio e uma onça pintada se amando na praça..."(Palhaço Alceu).Você não estar nem aí para o que os outros vão dizer sobre seu amor escandaloso por essa cidade.Acho lindo sua inclinação poetica por essa orbe tão transcendental...

Ludendi disse...

Na primeira vez que fui a Recife, me perdi na Caxangá com mais dois amigos. Chovia e a urbe nos engoliu com água e lama, homem. Aí tive de pegar um taxi. Curiosamente tocava no som do carro "a velha debaixo da cama..". Fantástico!!

Isso é também sentir a cidade em suas mínimas nuances. Os pontos turístico...sim, tudo bem. Que sejam visitados nada contra. Mas melhor do que turismo é a participação observante. Se embrenhar pelos lugares, botecos becos, vagabundo-errante ao acaso e destraído no fluxo, mas também ligado, captando tudo de bom e ruim do que é profuso no pulsar da cidade.

G. Rafaelly disse...

Ah! Recife tudo de bom, ainda mais quando a gente vai com as pessoas que gostamos, da nossa galera...
Essa viagem foi tudo de bom se resume em apenas uma palavra: INESQUECÍVEL...
O lugar em si é linda, sua arquitetura, sua história, é d +...
Olinda nem se fala, apesar de termos ido á noite, mais a vista la de cima é maravilhosa da cidade.

Até enventamos uma música né, é assim: quanta lamera, Recife, quanta lamera..kkk e de Olinda, quanta ladeira, Olinda, quanta ladeira... rsrsr
Mais é isso que faz a cidade como ela é, as ladeiras de Olinda, as igrejas, tudo... :D

Mikarla disse...

Viiiagem Muiitaa Ineesqueeciivel , Lugaar encantaadoor '
Reeciifee uma ciidade Perfeiita , lugares Liindoos , '
a baagunça com a galeeraa , teem quee teer neeh?
e em Olinda , foe perfeiitoo paiisagem Linda , apezar daquelaa Ladeiira basiicaa que tivemoos que subiir , pagueii toodoos os meus pecadoos , mas valeu a pena , subiiria denovo se fosse preciisoo, uma viagem que vai ficar marcado pro resto da minha vida !

Hanninha disse...

Recife e Olinda dispensam comentários.É a mistura do velho com o novo.Tudo perfeito.É uma fórmula mágica:ladeira+catinga+frevo+canseira =beleza+vontade de voltar lá.
A visita ao Inst. Ricardo Brennand é resultado entre a imaginação do ser humano capaz de unir a história com a estória,entende?é unir as tradições de vários povos numa obra de arte principalmente mostrando o nu,o sensual.Indescritível!!!

Deisemary Rodrigues disse...

Recife, a própria Veneza em nosso amado Brasil. Fiz questão de olhá-la com o olhar de um poeta, que busca tirar a essencia de tudo que ver, ouve, cheira e toca.
Quanta história, quanta cultura...
Olinda! Ruas pavimentada em pedra, o ar que se respira é pura cultura. faz jus ao título recebido: PATRIMONIO DA HUMANIDADE.
Vivemos momentos únicos.Aprendizado novo.
Sinto que acrescentamos muito, nos conhecimento proporcionados aos alunos que fizeram das ruas de Recife e Olinda um laboratório da história de nosso Brasil.

LiciinhaH disse...

A viagem foi ótima,estavamos precisando mesmo de uma diversão com a galera!
Costinha e Keila animaram todos,um dançava e o outro cantava!O lado bom da vida é esse;* Gostei muito de aprender um pouco mais sobre nosso Brasil de uma maneira divertida.Deveriamos estudar mais vezes assim . hshuahsuhaushua.
Recife tem muito a oferecer.

Cynara disse...

Recife, cidade linda!! A viagem foi tudo de maravilhoso, cantamos, rimos, dançamos, Keila e Costinha animou mesmo toda a galera, ate quem tava lá na frente foi nos fazer uma visitinha lá no fundão.
Olinda é muito linda, mesmo com suas "pequenas" ladeiras que tivemos que subir para visitar os locais, mesmo assim TUDO foi MARAVILHOSO!!
Viagem que irá ficar pra toda a HISTORIA!!..

Keila disse...

Conhecer Recife ao seu lado, meu querido Costinha, foi um espetáculo, pois você faz com que vejamos beleza no mais simples dos espaços.
Semana que vem estarei lá novamente e curtirei ainda mais aquele lugar tão cheio de encanto, e muito bem descrito por você.
Obrigada pela adorável companhia.
Beijos

Professora Nicleide Freitas disse...

Falar de Recife é falar do momento mágico em que uma donzela se entrega a seu grande amor, é fechar os olhos e sentir todas as sensações que o clímax provoca em si, falar de Recife, viver em Recife, é falar de amor, de prazer, de sensações, é fazer amor todos os dias com quem se ama...